5 Melhores programas para minerar criptomoedas 2020

Bitcoin XT, Forks e tudo mais (parte 1)

Se você está querendo saber o que é Bitcoin, esse artigo não é pra você. Se procura um posicionamento politico, também veio ao lugar errado. Esse artigo é sobre como funciona o mecanismo de consenso, e a bifurcação (Fork) que ocorrerá em consequência da adoção do Bitcoin XT.

O mecanismo de consenso e os forks

O Bitcoin se propõe a resolver um problema clássico da computação, conhecido como “Problema dos generais bizantinos Iterado”1. Esse problema pode ser resumido como sendo “buscar o consenso através de mensagens transmitidas por um meio inseguro”. Não vou entrar em detalhes aqui sobre como o consenso é atingido ou buscado, pois sairia do escopo desse artigo, mas basta saber que o objetivo do bitcoin é conseguir o consenso entre os participantes da rede. Quando esse consenso não é atingido, acontece o que chamamos de “Fork“, ou bifurcação.
Nesse ponto quero deixar claro: um Fork na blockchain não tem nada a ver com um fork do código fonte. um Fork na blockchain pode acontecer sem haver fork no código fonte (e ja aconteceu algumas vezes antes por bugs no software do bitcoin core2 ). Forks no código fonte do bitcoin acontecem todo o tempo. São desenvolvedores criando novas criptomoedas concorrentes ou complementares ao bitcoin3. Note que esses forks sempre criam novas blockchains, começadas do zero. Ou seja, são forks do código fonte, mas não da blockchain.

Soft Fork

Voltando ao assunto. O consenso no contexto do bitcoin é definido pela blockchain. Ela nada mais é do que uma sequencia de blocos, estes compostos por transações, encadeados um ao outro através de assinaturas criptográficas4. Sempre que há uma divergencia entre mineradores, ou seja, quando conjuntos diferentes de transações são validados ao mesmo tempo formando blocos diferentes para a mesma posição da blockchain, acontece um fork. Esse tipo de fork é chamado de “soft fork“, e faz parte do mecanismo de obtenção de consenso.
Como a rede decide qual desses dois blocos vai ser mantido e qual será descartado? Simples. Quando o proximo bloco for minerado, apenas um dos dois terá sido “assinado” pelo minerador. Aquele que ficar de fora, se torna “órfão”. E se dois mineradores criarem dois novos blocos simultâneos, cada um assinando um dos antecessores concorrentes criados na rodada anterior? Apesar de pouco provável, será formado um fork de dois blocos, ou três, quatro, etc, blocos até o momento em que algum minerador conseguir minerar sozinho o próximo bloco, sem conflitos, e criar uma sequencia mais longa que a concorrente. Quando essa sequencia é criada, a rede atinge novamente o consenso, e essa nova blockchain, mais longa que a concorrente, é mantida e a sequencia concorrente de blocos é tornada órfã.
http://i2.wp.com/www.extremetech.com/wp-content/uploads/2014/06/bitcoin-blockchain.jpg (imagem: Soft Forks. Os blocos roxos se tornaram órfãos.)
O mecanismo de consenso então é sempre decidir pela sequencia mais longa de blocos. Soft forks são mecanismos temporários que permitem que duas versões concorrentes da blockchain disputem qual delas atingirá o consenso. Soft forks com mais de um bloco são raras, muito raras.
E órfãos são ruins! Ninguém gosta de órfãos5. Órfãos dão um prejuízo danado a quem os minera, pois gasta poder de processamento para encontrar um bloco que vai ser descartado pela rede e não vai gerar dividendos. A menos que se esteja tentando um ataque à rede, ninguém vai querer forçar a criação de soft forks na rede, pois o risco de tomar prejuízo é grande.

Hard Forks

Então chegamos no grande vilão do consenso: Os hard forks. Hard forks são quando alguma coisa impede que um consenso seja atingido. Pode ser um bug no sistema, que cria blocos reconhecidos por algumas versões da carteira, mas não por outras. Esse tipo de bug já aconteceu mais de uma vez2. Pode também ser decisão do time de desenvolvedores, para acrescentar funcionalidades à moeda. Para evitar que um hard fork proposital tenha impacto na moeda, um consenso prévio entre desenvolvedores e usuários costuma ser buscado, e quando o hard fork acontece, estão todos (ou quase todos) com a versão correta da carteira e a cadeia “errada” é rapidamente descartada ou ignorada.
https://bitcoin.org/img/dev/en-hard-fork.svg (imagem: Exemplo de Hard Fork. A cadeia superior usa a versão antiga da carteira enquanto a cadeia inferior usa a versão nova. Como não houve consenso, duas cadeias paralelas se formam a partir do terceiro bloco.)
Se órfãos já eram ruins, imagina um hard fork? é todo um ramo da blockchain que nunca vai virar o consenso. É a pior coisa que pode acontecer, e é motivo de morte para várias altcoins6.

A rede e a propagação das transações

Além da blockchain, outro componente primordial do bitcoin é a rede. O bitcoin forma uma rede P2P conectando cada carteira com uma quantidade razoável de outras carteiras, de forma que as mensagens entre uma e outra consigam percorrer toda a rede. De uma forma simplificada, as transações criadas por uma carteira são enviadas a todas as outras conectadas a ela. Cada uma dessas carteiras, por sua vez, retransmite as transações recebidas de uma carteira conectada para todas as outras, e assim sucessivamente, até que toda a rede tenha recebido uma copia daquela transação. OS blocos minerados passam pelo mesmo processo. A diferença é que as transações ficam armazenadas em uma memória temporária, e os blocos são armazenados na blockchain, de forma permanente.
http://i2.wp.com/blog.girino.org/wp-content/uploads/2015/08/split_nets.png (Imagem: Exemplo de redes com clientes de versões diferentes. Na primeira uma rede totalmente conectada. Na segunda, as linhas vermelhas indicam os pontos onde clientes de versões diferentes irão se desconectar. Na terceira e quarta vemos as redes isoladamente.)
Quando acontece um fork, seja ele soft ou hard, a transmissão das transações e blocos continua ocorrendo normalmente. Ou seja, forks não afetam a propagação de transações pela rede. No caso de um hard fork, entretanto, alguns blocos gerados por carteiras de versão diferente ou com bug vão ser descartados como inválidos, e não serão gravados. Em casos graves, as carteiras que insistirem em enviar blocos “inválidos” podem ser desconectadas. Em alguns casos, essa desconexão pode separar a rede em duas redes que não se comunicam. Chamamos isso de split. Mas na maioria dos casos, as redes continuam se comunicando, mas ignorando os blocos gerados pela outra rede. Quando há um split, criam-se efetivamente duas redes separadas, com duas blockchains separadas, praticamente como se existissem duas moedas separadas.

O bitcoin XT

Também não vou entrar em detalhes sobre quais são as melhorias propostas pelo Bitcoin XT ou se elas são boas ou ruins. Apenas pretendo descrever o que deve acontecer com a blockchain e com a rede bitcoin devido a sua introdução.
O bitcoin XT é um fork do código do bitcoin que pretende gerar um hard fork da blockchain do bitcoin caso sua aceitação passe do limite de 75%7. Após atingido esse limite ele emitirá uma mensagem para todos os clientes da rede informando que haverá um hard fork e dando o prazo de duas semanas para que quem quiser possa adequar seus sistemas. Passadas duas semanas, o XT começará a minerar blocos seguindo as novas regras, gerando assim um hard fork.
Isso não seria um problema normalmente, já que o processo de consenso seria conduzido fora da rede e quando fosse finalmente colocado em prática o fork, todos os usuários já estariam com seus sistemas e carteiras atualizados. Só que isso não aconteceu. O XT optou por não passar pelo processo de obtenção de consenso fora da rede e usou esse novo processo para decidir sobre a criação ou não do hard fork. Em termos práticos, o processo deixou de ser uma tentativa de consenso e passou a ser uma votação por maioria de 3/4 dos mineradores8.
A intenção dos criadores do XT é que, caso eles atinjam os 75%, todo mundo migre para o XT e o consenso seja atingido sem hard fork. Mas isso não necessariamente é verdade. Vou tentar descrever abaixo alguns dos cenários que podem acontecer.

1) CAMINHO FELIZ SEM XT

Esse é o cenário mais fácil de prever. O XT não obtém 75% dos mineradores, e tudo continua como está.

2) CAMINHO FELIZ COM XT

Esse cenário se dá com um consenso sendo atingido antes do término das duas semanas de adaptação. Nesse caso, todos migram par ao XT e quando o hard fork ocorrer, não haverá ninguém no lado “antigo” do fork, que morrerá rapidamente. O XT substitui o bitcoin totalmente. Esse cenário parece improvável dada a quantidade de pessoas defendendo o XT.

3) HARD FORK, MAS O BITCOIN “ANTIGO” CONTINUA EXISTINDO.

Suponhamos que 20% dos mineradores optem por não migrar par ao XT. No momento do hard fork teremos a criação de duas moedas com um passado comum. Uma que chamarei de “core” e é minerada pelos que não migraram para o XT e outra que chamarei “XT”, minerada por quem optou pela mudança. Nesse cenário, existem diversas situações de risco e que podem causar problemas tanto para a rede como para os usuários.
Na próxima parte desse artigo eu vou tratar em mais detalhes desse cenário, que é o mais interessante tecnicamente.

Referencias

  1. ↑ ver Byzantine Generals
  2. ↑ ver os seguintes artigos: 1, 2 e 3
  3. ↑ Atualmente são tantos que a ferramenta de visualização do github nem permite ver o gráfico
  4. ↑ Pra quem quer saber em melhores detalhes, um bloco precisa conter o hash do bloco anterior e ser validado por um processo conhecido como mineração, veja esse artigo (não técnico) ou esse (mais técnico)
  5. ↑ No contexto de bitcoins, não tenho nada contra crianças que precisam de adoção
  6. ↑ veja nessa lista de altcoins mortas quantas morreram por hard forks
  7. ↑ O valor exato é de 750 blocos minerados pelo XT entre os últimos 1000 blocos minerados, ver BIP-0101
  8. ↑ na verdade 3/4 do poder de processamento, já que mineradores mais “poderosos” terão mais influencia no voto
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/r/oBitcoin FAQ - Novatos por favor leiam

Bem vindo ao /oBitcoin FAQ fixada

O texto que se encontra aqui foi desenvolvido por Mtzrkov e outros em Github.com/btcbrdev/oBitcoin e está em domínio público para ser usado livremente por qualquer um.

O que é bitcoin?

Bitcoin (BTC ou XBT) é o primeiro e mais importante dinheiro eletrônico sem autoridade central, baseado numa tecnologia open-source inédita chamada Blockchain, que foi desenvolvida por Satoshi Nakamoto em janeiro de 2009. Essa tecnologia permite a criação de um "banco de dados" confiável P2P (ponto-a-ponto), o que abre caminho para muitos tipos de inovação, sendo uma delas o próprio bitcoin e outras como contratos descentralizados, por exemplo.
Nota: normalmente emprega-se "Bitcoin" em maiúsculo para se referir ao protocolo (baseado na tecnologia Blockchain) e em minúsculo "bitcoin" para se referir a uma unidade da moeda.
O Bitcoin, além de um bem digital, pode ser considerado também um sistema de pagamento, totalmente independente de qualquer sistema já existente, como cartões de crédito, Paypal, bancos e outros. Sua capacidade atual estimada é de 7 transações por segundo, mas essa capacidade pode ser aumentada com o passar do tempo se houver necessidade. Por ser puramente digital e distribuído, o Bitcoin funciona 24/7 e tem alcance mundial, além de ter locais especializados de troca pela moeda local (chamados exchange) nas principais cidades do mundo.
A segurança da rede do Bitcoin, ou seja, o que garante que não existirá um chamado "gasto duplo" do mesmo dinheiro, é o consenso da rede P2P feito pela validação das transações por parte dos mineradores. Para que um minerador consiga incluir um bloco válido na rede, ele precisa utilizar um grande poder computacional. O processo de mineração consiste na realização de cálculos matemáticos para a seleção de quais transações válidas serão incluídas no próximo novo bloco do Blockchain, excluindo aquelas que tiveram uma tentativa de "gasto duplo" naquele período. Cada nó da rede, além dos mineradores, também é capaz de verificar a validade das transações incluídas no bloco. É nesse processo também que aparecem os "bitcoins ainda não descobertos". A distribuição dos bitcoins é feita de forma previsível, tendo uma queda de recompensa pela metade de 4 em 4 anos. Serão encontrados no máximo 21 milhões de unidades da moeda.

Quanto vale um bitcoin?

O preço de mercado de um bitcoin é determinado através da lei da oferta e da procura, portanto estando sujeito a variações de preço por causa de acontecimentos políticos e econômicos (como desvalorização e inflação de moedas estatais, conflitos, maior demanda por Bitcoin etc).
Assim como nas moedas estatais, o preço do bitcoin varia e pode ser diferente dependendo do lugar em que for negociado.
Se você for comprar dólares no Brasil, você terá que procurar uma casa de câmbio que poderá ter a cotação de R$ 3,00 por dólar, por exemplo. Caso vá a outra casa de câmbio, você poderá notar que o preço poderá ser ligeiramente diferente, além das taxas também variarem. Com o Bitcoin não é diferente. Essa variação entre as exchanges (nome comumente usado para se refererir aos locais de compra e venda de bitcoin) são equilibradas pelo mercado através de operações de arbitragem (comprar num lugar mais barato e vender num mais caro).
Para se ter uma ideia do preço médio do bitcoin, você pode dar uma olhada em sites como os que seguem:
Para um gráfico do preço ao longo do tempo, acesse:

Volatilidade

Por ser uma moeda ainda muito recente (inventada em jan/2009) e ainda não muito utilizada, seu preço de mercado ainda é muito volátil. Isso faz do bitcoin um investimento de risco atualmente. O preço tende a ficar mais estável ao longo do tempo, quando o mercado puder definir com mais exatidão seu "preço real". As oscilações também tendem a diminuir conforme o seu market cap (quantidade de moedas x preço) aumentar. Hoje (2015) o market cap do bitcoin é de US$ 3 bi, o que pode ser considerado pouco se comparado ao valor de algumas empresas como a Dell (US$ 24 bi) ou ainda de outras commodities como o ouro (US$ 2.600 bi).
Para um gráfico da volatidade ao longo do tempo, acesse:

Como obter bitcoins?

O bitcoin é um bem digital e assim como outros bens, pode ser adquirido de diversas formas:

1. Negociação direta (P2P / pessoa a pessoa)

Uma das maneiras mais baratas de se negociar bitcoins, porque não tem taxas, é comprando diretamente de outras pessoas que já possuem a moeda. As duas partes chegam a um acordo de preço e a troca é feita. Geralmente quem tem menos reputação entrega o bitcoin ou a moeda local primeiro.
Por ser uma maneira relativamente arriscada, pois não há um mediador para casos de descumprimento de uma das partes, a reputação de alguém deve ser muito considerada. Exemplo: prefira negociar com alguém do seu círculo de amizades (rede de confiança), alguém que você confie muito como familiares e amigos, ou por uma indicação (amigo de amigo). Se a outra parte tem uma reputação duvidosa, prefira negociar aos poucos (divida os valores em várias partes menores e vá trocando aos poucos).
Algumas ferramentas auxiliam nesse processo de reputação e rede de confiança, sendo elas:

2. Negociação indireta (com intermediário)

Outra forma de se negociar bitcoins (e essa provavelmente é a maneira mais conveniente, embora não seja a mais barata) é utilizando um intermediário que viabilize a compra e venda de bitcoins entre pessoas interessadas. Esses intermediários são as "corretoras" ou "bolsas" de bitcoins (mais conhecidas por exchanges).
Essas corretoras fornecem um serviço de intermediação entre compradores e vendedores de bitcoin, cobrando uma taxa para tal. Por causa disso o bitcoin nas corretoras tem um preço final um pouco mais alto do que se fosse comprar de outras maneiras, mas devido ao altíssimo volume, uma operação pode ser realizada instantaneamente.
Além de usar exchanges, você também pode encontrar um intermediário na relação P2P, tornando-a mais segura. Exemplo: um amigo em comum, que pode levar uma comissão previamente combinada para intermediar as duas partes.
Você pode conferir uma lista de corretoras no ExchangeWar. Algumas das principais corretoras brasileiras são:

Onde gastar bitcoins?

Hoje é virtualmente possível gastar os bitcoins em qualquer lugar, usando algum intermediário para trocá-los imediatamente sob demanda por alguma moeda local, como numa exchange ou com serviços como Neteller, Xapo ou Gyft.
Alguns locais porém já aceitam a moeda digital diretamente, como é o caso da Microsoft, Dell e Overstock, além de inúmeras outras ao redor do mundo.
Confira uma lista com mais de 100 mil lugares que já aceitam diretamente o bitcoin em SpendBitcoins ou no CoinMap.
Segue algumas listas de locais que aceitam bitcoin no Brasil:

Como minerar bitcoins?

Para minerar bitcoins você precisa executar um software em um computador especializado (ASIC) que possa realizar uma grande quantidade de operações matemáticas demandada pelo sistema de consenso P2P do bitcoin.
Logo após a criação do Bitcoin em 2009, era possível e rentável minerar bitcoins utilizando o processamento de computadores pessoais (através de simples processadores e placas de vídeo), mas com o tempo essa atividade deixou de ser rentável e tornou-se praticamente impossível para tais máquinas. Isso aconteceu pois o interesse no Bitcoin aumentou muito, trazendo assim mais pessoas para a mineração e impulsionando uma corrida por maior quantidade de processamento. Com o avanço da tecnologia e o aumento do interesse por Bitcoin, mais poder de processamento foi adicionado à rede Bitcoin e isso resultou em um aumento da dificuldade para se encontrar novos Blocos.
Essa é uma característica do protocolo Bitcoin: quanto maior o poder de processamento da rede, maior a dificuldade para se minerar bitcoins - ou seja, maior a dificuldade para se descobrir novos Blocos. Um bloco é um arquivo que possui uma identificação (data, hora e informações genéricas) e um registro das transações (movimentação de bitcoins entre endereços) mais recentes. Resumidamente, os mineradores são uma forma de manter a rede Bitcoin segura e operante, algo que demanda muito poder de processamento (o que torna inviável o uso computadores de propósito geral para tal fim) e que, como retribuição por essa tarefa importante, gera uma recompensa em bitcoins pelo trabalho.
Todas as transações, ou seja, as movimentações em bitcoins realizadas entre endereços (carteiras), são anônimas pois se caracterizam como uma transferência de fundos de um endereço Bitcoin para outro, que, embora tenham relação indireta com pessoas reais, não possuem uma relação direta. Ou seja, não é possível dizer com absoluta certeza que determinada pessoa é detentora de um endereço a menos que ela diga isso em algum lugar - o que torna o Bitcoin algo pseudônimo, não anônimo (você é anônimo apenas se quiser e tiver conhecimentos para tal). Todas as transações da história da rede Bitcoin são públicas e podem ser conferidas em sites como o Blockchain Info.
Então...é impossível minerar hoje em dia num PC comum ou notebook? Sim, mas não é lucrativo. Para isso existem os ASICs (Circuitos Integrados de Aplicação Específica, em inglês Application Specific Integrated Circuits), hardwares específicos para mineração. Há uma lista na Bitcoin Wiki, em inglês, onde estão listados todos os ASICs disponíveis no mercado e também placas gráficas e processadores. É importante notar que embora seja possível minerar bitcoins, não é algo recomendado aos brasileiros, uma vez que o equipamento é caro, importado e possui taxas de importação - além da energia elétrica brasileira, que inviabiliza totalmente o processo.
Nota: Em processo de desenvolvimento: Guardando seus bitcoins e Ganhando bitcoins.

Unidades comuns do bitcoin

Unidade Abreviação Quantidade em bitcoin Uso Nome alternativo
Bitcoin BTC 1,00000000 Unidade básica, usada no client padrão. XBT
millibit mBTC 0,00100000 Padrão em diversos serviços. -
bit μBTC 0,00000100 Possível novo padrão a ser adotado. microbit
Satoshi - 0.00000001 Frequentemente usado para negociar altcoins, menor unidade possível. -

Comunidade brasileira

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Bitcoin: uma moeda imune à inflação por B. PIROPO TECH TUDO

Na coluna anterior examinamos o engenhoso sistema de “cadeia de blocos” que garante a segurança do sistema Bitcoin, impedindo que a mesma moeda seja gasta duas vezes pela mesma pessoa em duas transações diferentes. Mas o sistema Bitcoin é tão engenhoso que apresenta alguns aspectos interessantíssimos que ainda não foram abordados.
Vamos começar com o risco de inflação. Com tantos “nós” da rede minerando ao mesmo tempo e continuamente gerando novos blocos, não haverá o perigo de um excesso de bitcoins em circulação derrubar a cotação? (Que, incidentalmente, hoje oscilou entre US$ 783,04 e US$ 820,87). A resposta curta e grossa é: definitivamente não!
Porém o mais interessante é descobrir COMO a proteção contra a inflação foi garantida. Mas, antes, a resposta a uma pergunta que sempre esteve implícita em todas as colunas anteriores mas não foi taxativamente respondida em nenhuma delas: se ninguém, pessoa ou instituição, controla a emissão e circulação de bitcoins, como o sistema é controlado?
Ora, vimos na coluna anterior que para conectar uma máquina à rede Bitcoin é necessário nela instalar um software de código aberto denominado BItcoin-Qt que pode ser obtido gratuitamente na Internet e, após instalado, sincronizado com todos os demais nós da rede. E que este software não apenas permite que o responsável pelo novo nó passe a minerar moedas como também pelo armazenamento e atualização da cadeia de blocos. A rede é grande e dinâmica, mas você pode ter uma ideia da distribuição de seus nós em todo o mundo no mapa exibido aqui (aguarde com paciência que os nós vão surgindo aos poucos à medida que são localizados).
Pois bem: a função deste software não se limita àquelas duas tarefas. Na realidade é ele que controla todo o sistema através de regras acordadas pela comunidade Bitcoin e a ele incorporadas. O conjunto destas regras denomina-se “Protocolo Bitcoin”, seu conteúdo é público e ele regula praticamente tudo no sistema, o que inclui detalhes sobre a emissão de novas moedas. E como estas regras estão “embutidas” em um software que roda ao mesmo tempo em cada uma das máquinas que compõem a rede Bitcoin, jamais poderão ser alteradas seja lá por quem for.
Então vejamos como ele garante que o sistema seja imune à inflação.
Para começar, o número total de bitcoins foi absoluta e incondicionalmente limitado a exatamente 21 milhões de unidades. Depois de emitida esta quantidade de moedas, o próprio software se encarregará de impedir a emissão de qualquer unidade adicional (mas, ainda assim, os “mineradores” não deverão abandonar a rede: novos blocos continuarão a ser gerados e anexados à cadeia para registrar novas transações e seus mineradores serão remunerados com uma pequena comissão sobre as transações neles contidas).
Depois, o ritmo com que novos blocos são minerados é regulado por um conjunto de regras, que não apenas impede que sejam emitidos um grande número deles, em um curto intervalo de tempo, como também reduz paulatinamente a quantidade de bitcoins contida em cada bloco ao longo dos anos.
Destrinchemos. Como se pode regular o ritmo em que novos blocos são emitidos? Simples: ajustando a dificuldade do código de encriptação a ser decifrado pelo algoritmo de mineração. E, por difícil que pareça, isto pode ser feito com relativa precisão. A regra de geração de blocos estabelece que cada novo bloco seja gerado a cada dez minutos (nas últimas 24 horas as estatísticas mostram que a média foi de cerca de 9 minutos, portanto o a dificuldade deve ser ligeiramente aumentada para compensar e isto será feito automaticamente pelo software).
Ora, neste ritmo serão gerados 144 blocos por dia ou 56.560 blocos por ano. Portanto, a cada quatro anos, são gerados em média 210 mil blocos. Por que destacar quatro anos? Por que neste período o número de bitcoins emitidas cai pela metade. O que é fácil de regular: basta reduzir à metade o número de bitcoins contidos em cada novo bloco.
Detalhando: a emissão iniciou-se em janeiro de 2009, com cada novo bloco contendo 50 bitcoins. Daí até novembro de 2012 (cerca de quatro anos) foram emitidas exatamente 10.498.889,80231183 moedas (não estranhe as oito casas decimais, já voltaremos a falar delas), ou seja, quase exatamente as 10.5 milhões esperadas. A partir de então, cada bloco passou a remunerar seu minerador com 25 bitcoins, quantidade vigente até hoje. No final de 2016 este total será mais uma vez reduzido à metade (12,5 bitcoins por novo bloco) e assim sucessivamente a cada quatro anos. Hoje existem precisamente 12.323.675 bitcoins em circulação. Veja a evolução da emissão ao longo do tempo na página “Total de Bitcoins em Circulação” (pare o ponteiro do mouse sobre a linha do gráfico para ver o número correspondente). Ora, como podemos calcular exatamente quantas bitcoins serão emitidas ano a ano, e sabemos não apenas quando a emissão começou como também o total a ser emitido (21 milhões de bitcoins), fica fácil calcular quando a última bitcoin será emitida: no ano da graça de 2040. A partir daí a emissão cessará completamente. Fato que, por sua vez, levanta algumas questões.
Para começar: 21 milhões de bitcoins serão suficientes para realizar todas as transações esperadas? Bom, isto depende de quão divisível seja a moeda. Por exemplo: a maioria das moedas do mundo são divisíveis por cem e o menor valor usado em uma transação seria o centavo. Se isto se aplicasse ao bitcoin que, como vimos, hoje vale cerca de US$ 800, o menor valor que se poderia “gastar” em bitcoins seria US$ 8 (oito dólares americanos) ou aproximadamente vinte reais. Nada poderia “custar” menos do que isso, pois não haveria como pagar. Esta é a razão daquele número aparentemente exagerado de casas decimais do total de bitcoins emitidas. Uma bitcoin é divisível por cem milhões. Portanto, mesmo que um dia sua cotação atinja o equivalente hoje a um milhão de dólares americanos, ainda se poderiam efetuar transações pelo equivalente hoje a um centavo de dólar (0.00000001 BTC, ou um centésimo milionésimo de bitcoin; as sub unidades são, em valor decrescente: e 0,01 BTC = 1 centibitcoin, 0,001 BTC = 1 milibitcoin e 0,000001 BTC = 1 microbitcoin)
Na verdade, o sistema Bitcoin é deflacionário por natureza. Isto porque, segundo as regras, não é possível “reemitir” uma moeda perdida ou destruída (o que me faz crer que se você tiver uma carteira Bitcoin no disco rígido de seu computador, tenho certeza que não se esquecerá de fazer cópias de segurança) e portanto, como as perdas são inevitáveis por mais cuidado que se tome, o total em circulação jamais atingirá os 21 milhões a serem emitidos. O que leva a outra questão: um sistema deflacionário é desejável?
Dia desses eu li em algum lugar que, em algum país civilizado cujo nome não recordo, o ministro das finanças estava preocupado porque a inflação no ano de 2013 chegou a pouco mais de um por cento, um valor demasiadamente pequeno. Demasiadamente PEQUENO???
Quem viveu, como eu, tempos em que o Brasil enfrentava uma inflação de 40% a.m. (por extenso, para que os que nasceram depois de 1984 não pensem que é erro de digitação: uma desvalorização monetária de quarenta por cento ao MÊS), não consegue entender bem o conceito de “inflação demasiadamente pequena”. Mas os economistas explicam.
Se uma moeda nacional (destas emitidas pelos governos) mantiver seu valor estável ano após ano, sem qualquer desvalorização (inflação zero), alguns indivíduos que ganham mais do que o que é preciso para prover suas necessidades tenderão a guardar o excedente. Simplesmente guardar, em casa, debaixo do colchão ou seja lá onde desejarem.
Tudo bem, dirão alguns, afinal o dinheiro é deles e eles podem fazer o que bem entenderem com sua bufunfa. Mas não é bem assim. Porque se uma parcela grande da população fizer isto, o total de moeda em circulação se reduz. E, isto sim, tem consequências desastrosas para a economia do país. Então, para as autoridades monetárias de qualquer país, o ideal não é eliminar a inflação mas mantê-la controlada em pouco mais de 2% ao ano. Assim os discípulos do Tio Patinhas perceberão que, entesourando dinheiro, estarão guardando algo que perde o valor ao longo do tempo, o que os estimulará a aplicar esta grana em alguma coisa – ações, fundos ou seja lá o que for – de modo que ela continue em circulação.
E para o sistema Bitcoin há algum prejuízo? Não. Pois não estando submetido a qualquer autoridade monetária, não sendo emitido por qualquer governo nem integrando a economia de país algum, não faz diferença que o total em circulação diminua. Basta que as transações continuem a serem feitas de forma a permitir estabelecer sua cotação.
Bem, por hoje chega.
E se você já está cansado de bitcoins (se você não está, eu estou), alegre-se: estamos muito perto do final da série. Só falta discutir algumas bruscas oscilações da cotação da moeda, a opinião dos economistas sobe ela, onde ela é aceita e coisas que tais.
Até lá. B. Piropo
TECH TUDO
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COMO MINERAR EM QUALQUER PC (POR CPU) PASSO A PASSO ... Video obsoleto di giugno 2014 (Comprare bitcoin) QUER GANHAR DINHEIRO? MONTANDO UM RIG PARA MINERAR BITCOIN ... Como Minerar Bitcoin No Android - YouTube Como funciona o bitcoin: a mineração

Bitcoin is an internet protocol that enables the transfer of value over a communications channel like the Internet or radio. An easily understood application is decentralized digital currency; like being able to send a gold coin as easy as you send an email. But blockchain technology enables many things like a fridge that can pay for and restock itself or self-driving taxis. What is Bitcoin ... No artigo em que apresentei a vocês o Bitcoin “Como ganhar Bitcoin grátis – Mercado Bitcoin R$1676,08 por mês!” Também compartilhei os melhores sites de Faucets para conseguir alguns Satoshis e conseguir seu primeiro Bitcoin. São vários, porém como disse, nem todos pagam. Recebi alguns comentários e e-mails sobre, minerar Bitcoins do seu computador. Então, eu aconselho que ... A forma mais fácil e efetiva para minerar moedas digitais, como o Bitcoin, é através da ... Acompanho empresas de mineração desde 2014, o suficiente para perceber que tem empresas que só querem o seu dinheiro e na verdade não existe a mineração. Na maioria das vezes é muito fácil identificar essas empresas através de suas promessas absurdas de lucros muito altos e rápidos. As ... >>> Leia Também: Top: formas para minerar Criptomoedas. História da moeda virtual Stellar (moeda XLM) Em julho de 2014, a Stellar foi construída no mesmo protocolo que Ripple por Jed Mccaleb – fundador da Bitcoin exchange Mt.Gox Stellar então teve uma falha na rede, então Stellar mudou seu nome para Lumens. Esto no pasa en Bitcoin debido a dos motivos: Existe un límite de 21 millones de monedas y no se puede modificar esa cantidad. El número de monedas liberadas como recompensa por el trabajo realizado está limitado en el software y disminuye a la mitad cada 210.000 bloques por un proceso denominado halving.

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COMO MINERAR EM QUALQUER PC (POR CPU) PASSO A PASSO ...

CANAL DA ASUS: https://youtube.com/asusbrasilrog?uid=qu0snLOu2g6G1KRCpl9Ogw&sub_confirmation=1 Depois de uma pausa da série de Bitcoins, eu consegui junto da... Como minerar bitcoins pelo celular Android MinerGate App http://adf.ly/1nuGac Crie uma conta http://adf.ly/1nVtmc -----... Neste vídeo você vai aprender a minerar bitcoin no seu celular android. A mineração nos dispositivos android são feitas através de um servidor, pois, o siste... Como funciona o bitcoin: a mineração. Este não é um vídeo técnico, mas sim uma visão geral do funcionamento da tecnologia. Para fontes mais técnicas e detalhas, ver artigos abaixo. COMO MINERAR EM QUALQUER PC (POR CPU) PASSO A PASSO SUMCOIN OU QUALQUER OUTRA CRIPTOMOEDA -TUTORIAL- Daxo Bitcoins e Criptomoedas curta comente compartil...

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